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Medicina/Unesp amplia cooperação com universidades estrangeiras
21/01/2012 - 09:32
Na consolidação de sua vocação como instituição voltada ao ensino e pesquisa, a Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) tem se comprometido em estreitar laços de cooperação com a comunidade científica internacional. Um desses cenários é observado na realização de eventos para discussões de temas e na formalização de acordos e intercâmbios para o aprofundamento dessas relações.
Em 2011, a FMB promoveu dez eventos acadêmicos e científicos com abrangência internacional. Foi discutido de que forma alunos e pesquisadores podem se utilizar de auxílio na busca de financiamento e intercâmbio estudantil com universidades da Europa, Ásia e Estados Unidos.
Aualmente, a FMB possui oito acordos de cooperação e de convênios (estágios) com as universidades de Cabo Verde e do Porto (Portugal), Salamanca (Espanha); Texas e Johns Hopkins (Estados Unidos), Dusseldorf e Regensburg (Alemanha), Paris 7 (França) e Keio University (Japão). Também estão inclusas as Universidades de Amsterdã (Holanda), Tromso (Noruega) e Weill Cornell Medical College (Estados Unidos). Essa relação diversificada tem proporcionado a realização de estágios, encontros e visitas temáticas de professores da FMB a essas instituições, bem como a recepção de representantes estrangeiros em Botucatu.
Um dos eventos de destaque foi o Workshop de Envelhecimento. Realizado dias 25 e 26 de novembro de 2011, o evento, voltado ao público acadêmico e a profissionais de saúde, foi uma iniciativa do Instituto de Estudos Brasil-Europa (IBE), entidade da qual a Unesp faz parte. Foram debatidos aspectos do envelhecimento e de assistência em saúde pública, além de pesquisas que combatam não só as doenças características do avanço da idade, mas também abordem melhorias na qualidade de vida dessa parcela da população.
Em setembro, a FMB e o Instituto de Biociências de Botucatu/Unesp sediaram o evento Spring School “Brasil-Itália”, que agregou série de palestras sobre Medicina e Química. Representantes de uma delegação italiana composta por acadêmicos e cientistas participaram do evento que também recebeu o vice-reitor no exercício da reitoria da Unesp, Julio Cezar Durigan.
No entanto, todo o processo de auxílio a acordos e recepção de pesquisadores e alunos estrangeiros, bem como dos acadêmicos vinculados à FMB, tem como facilitador o Escritório de Relações Internacionais (ERI) da instituição. Estabelecido em 2009, o órgão presta assessoria para que sejam firmados intercâmbios, estágios e convênios.
Somente no ano passado, 20 alunos (sendo 19 de Medicina e 1 de Enfermagem) vieram de diversos países para estágios ou intercâmbio. Já 25 alunos vinculados à FMB- 4 em Enfermagem e 21 em Medicina- puderam realizar visitas e aprimoramento acadêmicos nas universidades conveniadas.
Essa ampliação de cenários de aprendizado no exterior pode ser exemplificada pelo estágio curricular em Unidades de Terapia Intensiva do qual alunos do 5º ano do curso de Medicina da FMB participam na Universidade de Regensburg, na Alemanha. Em 2011, 14 alunos realizaram o estágio de trinta dias com auxílio da Assessoria de Relações Exteriores da Unesp, no valor de 500 euros.
“A internacionalização é um dos objetivos mirados pela Universidade em todos os níveis: graduação, pós-graduação, pesquisa, formação e qualificação de recursos humanos. Certamente, a grande abertura deve ter o seu início na graduação”, ressalta a presidente da Comissão de Convênios e Relações Internacionais da instituição, professora Silke Webber.
Segundo ela, essa aproximação da FMB com instituições de diversos continentes tem sido salutar na formação acadêmica em Medicina e Enfermagem, por cada região apresentar diferenças em estudos, estruturas de pesquisas e principalmente na assistência pública em saúde. “O ensino de medicina é muito regionalizado; cada país dá ênfase à sua epidemiologia, com diferenças de carga horária e conteúdo, dificultando a equivalência das disciplinas”, frisa a coordenadora.
Para ela, algumas barreiras burocráticas já têm sido superadas, o que deve favorecer a ampliação de acordos de pesquisa e intercâmbios estudantis nos próximos anos. “A Europa tem trabalhado em prol da mobilidade estudantil, facilitando a aprovação dos créditos realizados em outra instituição (Erasmus Mundus). No Brasil, há uma maior abertura agora, embora ainda com dificuldades”, complementa profª Silke