SW Algumas Considerações
Síndrome geneticamente determinada, que afeta as condições intelectuais.
1 caso para cada 20.000 nascimentos.
Terceira síndrome mais comum que apresenta como conseqüência a deficiência intelectual, vindo depois da Síndrome de Down e da Síndrome do X-frágil.
Os portadores apresentam características faciais distintivas.
Apresentam dificuldades motoras grossa/fina, viso-espaciais, de percepção, de concentração, de distância e direção, de sequenciamento e de memória visual. Apresentam demora no desenvolvimento, fascinação por objetos, ansiedade, hipersensibilidade a barulhos (hiperacusia), baixo limiar à críticas e à frustração, preocupação com si próprio e com os outros,
As dificuldades de aprendizagem apresentadas vão de moderadas a severas.
Alguns problemas de saúde associados à Síndrome: dificuldades de alimentação no 1º ano de vida, incluindo vômitos, constipação e recusa em alimentar-se; irritabilidade e choros excessivos; anormalidades dentais, pressão sanguínea elevada; taxa atrasada de crescimento.
Suas habilidades: boa memória auditiva; memória para faces, rotas e eventos passados; amor/sensibilidade para a música; boa percepção musical; são amigáveis e ótimos contadores de histórias; interagem bem com os adultos; falam bem e muito, utilizando vocabulário sofisticado, frases estereotipadas e clichês. Em muitos casos, a compreensão não é tão boa quanto a expressão. Suas habilidades verbais/comunicativas superiores podem mascarar as dificuldades em outras áreas.
Podem apresentar fala imprópria e repetitiva, sendo importante adotar estratégias para aumentar a fala socialmente apropriada e diminuir a fala imprópria.
Dificuldade motora pode acarretar: lentidão para aprender a sentar-se e andar; dificuldades em tarefas como andar de bicicleta, pegar ou jogar bola, abotoar botões, cortar com tesoura, segurar o lápis; medo de altura; de subir/descer degraus e de andar em superfícies com grama, entulhos ou areia. Tendem a ter postura pobre, andar desajeitado e limitações em movimentos comuns. Tais dificuldades tendem a melhorar com o tempo, se houver estímulos.
As características variam entre cada caso, as necessidades de cada criança serão diferentes e a escola mais apropriada depende do nível de habilidades da criança.
DICAS IMPORTANTES
É necessário que se trabalhe as habilidades de ordenação e emparelhamento antes da leitura e da escrita (alfabetização).
Não utilizar livros e programas que usam muitas cores e imagens, devido à alta estimulação visual. Evitar atividades com muita informação.
Utilizar a facilidade na oralidade para amenizar as dificuldades.
Falar os passos do exercício ajuda a focalizar a atenção na tarefa e na mão (sugestões verbais).
Incorporar música em exercícios como equilibrar, jogo de bolas, enfiar contas etc.
Por apresentarem boa memória para sons e palavras, é interessante utilizar abordagem fonética.
Utilizar-se de palavras impressas relacionadas a objetos ou assuntos que lhes interessem: motivação para ler. Pedir que localizem ou copiem palavras relacionadas a interesses da criança.
Colocá-los para trabalhar em grupos, pois apresentam boa interação social.
É necessário muita prática, repetição e perseverança. Trabalhar sempre passo a passo e com repetição freqüente.
O professor pode ir dando dicas sobre o traçado da letra, passo a passo. O uso do computador pode ser útil, tendo em vista a dificuldade que essas crianças apresentam no traçado das letras.
Encorajar a criança a ditar histórias, ou realizar algumas atividades oralmente.
Limitar a quantidade de cópia e fazer adaptações no lápis.
No trabalho com números e operações: utilizar materiais concretos até que as noções estejam estabelecidas. Separar a tarefa de escrever números do ensino de conceitos matemáticos e operações. Relacionar horas com atividades diárias que realiza. Utilizar relógios digitais. Ensinar o uso do dinheiro em situações reais.
Devido à sua dificuldade de concentração e inquietude, sempre que estiver dando comandos, assegurar-se de que estão olhando para você e prestando atenção. Dar instruções claras.
Utilizar algo de que a criança goste como recompensa por ocupar-se com alguma atividade proposta e ir aumentando o tempo exigido da criança gradativamente.
Utilizar livros e jogos para conseguir sua atenção.
Colocá-la perto da mesa do professor e longe de distrações como janelas, portas e colegas falantes.
Não dar atividades longas e dar tarefas durante as pausas destas (ajudante do dia).
Por exigirem atenção freqüente, o professor deve equilibrar a atenção dada à criança e não exagerar.
Se a criança apresentar muita ansiedade é importante examinar a casa e a escola para assegurar se as demandas impostas a ela não são excessivas. Estabelecer horários previsíveis, rotina fixa e preparar a criança para mudanças e para a realização das atividades.
Tentar desviar a atenção da criança para outra coisa, ou introduzir atividades novas, caso perceba interesse obsessivo por pessoas, objetos ou assuntos determinados.
Alertar a criança sobre movimentos estereotipados. Estes podem ser sinais de ansiedade/agitação. E podem aparecer quando a criança tenta se concentrar em algo, ou está absorvida com alguma tarefa.
Acessos de raiva devem ser encarados com manipulação firme e consistente. Mostrar a criança que não conseguirá o que quer se não se tranqüilizar. Observar e tentar identificar em quais situações a criança apresenta acessos de raiva e antecipar-se a tais situações, desviando a atenção da criança antes do acesso de raiva. Ensinar à criança modos mais apropriados para comunicar-se. Elogiar quando conseguir. E tirá-lo de perto dos outros até que se acalme.
A escola pode ajudar os pais na busca de lugares interessantes para levar seus filhos. Propiciar o convívio da criança com outras.
Praticar situações sociais em casa e na escola: aprender a cumprimentar, por exemplo. Mostrar as regras, ajudar a adquirir habilidades de independência.
Texto elaborado com base no documento: Diretrizes para professores.
Dr. Orlee Udwin e Professor Willian Yule
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